terça-feira, 1 de maio de 2012

MÚSICA



Às vezes fico pensando o que significa a musica para mim, realmente é meio estranho pensar, pois é meio inteligível esta relação, é como se ela fosse parte integrante e inerente do meu corpo, ou mais um órgão do sentido, musica extrapola a audição, ou transcende a escala máxima de sentimentos.
                A música me faz mais que musico, me faz vivo, altivo, com a alma limpa e respirar leve e profundo, a música está além de ritmos e letras, também está alem de épocas e estilos, ela está no homem, é o espelho de nossa alma, o expressar de quem somos e também o que queremos.
                A maior arma que temos não são de guerra, e sim musicais, ela no decorrer dos séculos derrubou reis, fez revolução, gritou por paz e amor, uniu raças, sincretizou credos, virou hino e rito, gritos de protesto, eternizou  momentos  e sonorizou amores  inesquecíveis.
                A música é alquimia, magia, enigma, realidade é sonho. Musica é Fred Mercury, Roger Waters, Geraldo Vandré e Almir Sater, Tim e Tom, Raul e Paulo, musica é Gil, Caetano, Wilsons Simonais e Siderais, é a mitologia dos Titãs, é cantar com uma Legião e contemplar com o Catedral, é Roberto com Erasmo, Bochecha com Claudinho é Paul, John, Ringo e George. Musica é todos que cantam com voz ativa e espírito afinado, musica é quem ama, sonha, deseja, pensa e  dança.
                Musica é saber ouvir, é continuar a cantar mesmo fora do tom, é manter o sorriso mesmo desafinando, é espantar os males, deixar – se preencher do que é belo, intenso e verdadeiro, é  as vezes seduzir – se pelo comercial e passageiro  e mesmo assim manter o espírito crítico e a razão insana.
                Musica nos aproxima de Deus e nos distancia de nós mesmos, ela nos faz compositores autônomos, e sempre dependentes de um poeta, nos faz sonhar com a doçura do sucesso  como que protagonizássemos um belo filme (por isso é tão gostoso dançar na chuva). Assim, essas melodias nos leva a  viver em um constante concerto, em meio a um programa de auditório ou em um teatro mágico.
                Só quem  já ouviu, sabe que só através da música aprendemos mais que rimas, melodias e refrões, aprendemos a maior das lições  “É preciso saber viver!”
               

segunda-feira, 5 de março de 2012

A geração mais bonita da cidade

               Há algum tempo eu topei com um mito que me deixou meio Tristão, pois esse mito falava da minha geração, logicamente quem escreveu esse tal mito foi um velho antiguadro, ranzinza e com uma mania de achar que a sua geração é a melhor.
               Assim, fui classificado e situado como pertencente a  geração Y, nascidos a partir de 1978, essa geração era considerada pouco criativa, superficial, pouco preocupada com moral, ética e política, insubmissa e com defit de atenção, existem ainda milhões de adjetivos tacanhos e depreciativo que prefiro não listar.

                Acredito que o velinho que escreveu coisas horríveis a nosso respeito não deve ter vivido para ver o quanto estava errado, a geração y está saindo melhor que a encomenda, revolucionamos a tecnologia com a internet, a maneira como comemos, fazemos amor, cuidamos do planeta, como votamos e como nos relacionamos com nossos superiores.
               A geração Y não tem medo de ousar e apimentar o planeta com coisas maravilhosas, e como não poderia deixar de pegar alguém para Cristo, escolhi a banda mais bonita da cidade, uma galera de Curitiba que veste bem a camisa do Y, criativos, independentes, ousados e  talentoso, a banda mais bonita da cidade são tão pretensiosos quanto o nome, usando a internet como divulgação aliada a  musicas rústicas e artesanal, embora usem tecnologia para levantar recursos para pagar as gravações do disco , optaram por fazer um som com arranjos imprevisiveis e letras fortes, dramáticas  e deamaturgicas, aliados a clips simples e ao mesmo tempo sensíveis e com milhões de acessos no you tube.

                A banda mais bonita da cidade é tambem a mais inovadora, talentosa, independente, donas dp proprio nariz e como senso de realização e verdade, e com muita lenha pra queimar.

                Resultado: a geração y é 10, renovável, inspiradora, transformadora e otimizada, uma geração que  não envelhece, pois geração hoje já não significa mais uma faixa etária, mais sim um conceito e modo de pensar e agir.

                Isto e outras coisas fazem de minha geração a mais bonita da cidade.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Afoguem os chatos!!!!

Hoje muito se fala em qualidade de vida, todos querem viver mais e melhor e para isso estão dispostos a fazerem  grandes sacrifícios como exercícios físicos, comidas ligths,  abstinência de sal etc. mais descobri um ponto que os especialistas e doutores no assunto ainda não abordaram, e o ponto é: Como suportar os chatos?
Num mundo de hoje cheios de desafios, metas, planos e ações nada nos atrapalham mais que os chatos, pessoas sem noção, importunas, folgadas e sem semancol. Realmente chatos são perigos para cardíacos, um poço de lamurias para os deprimidos , freio para os apressados e água no chopp dos boêmios.
O mais interessante é que eles estão em todas as partes, não tem como fugir ou se esconder dessa raça insuportável e indesejável, nisso eu também me incluo, pois com certeza alguém um dia me chamou ou me considerou um chato de galocha.
Não tenho lá muitos problemas com aqueles chatos típicos e tradicionais, ou seja, aqueles que falam fora de hora, tem a voz estridente ou que gesticulam aos montes e gostam de ficar nos tocando enquanto falam, acho esses chatos figurões indispensáveis para boas piadas, confesso que sou amigo de alguns e me divirto muito com esse jeito meio sei lá que eles possuem.
Mais, o que me preocupa são os chatos profissionais, aqueles frios e calculistas que perdem a noite se sono pensando em uma maneira de ferrar com a nossas vidas, bloquear nossos sonhos e destruírem nossos projetos, chatos  insensatos, chatos  ardilosos, chatos sem graça nenhuma.  Esses sim estão por toda parte mais sabem se camuflar bem,sabem como agir e quando atacar, suponho que chatos profissionais sejam algum tipo de seita secreta ou que exista alguma conspiração para dominarem o mundo.
Assim, nos resta alternativas como entrar no jogo e viver estressado e em uma queda de braço sem fim, ou fazer como eu, entrar em um campo de força e tentar ser legal, ético e esforçado e não esquentar quando  os chatos tentam  o caminho sujo, pois sei que vou vencer!
Conta a lenda da musica popular que Erasmo Carlos quando servia o exercito pegou chato, um bichinho da família do piolho que vive e se reproduz nos pelos pubianos, Erasmo  “ cara esperto” teve uma idéia de entrar nú no mar e tentar mata – los afogados, a  idéia não deu muito certo, pois chatos não devem morrer devem viver para se remoerem ante ao nosso sucesso.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

O Anjo Mutante

Se alguém nasceu para ser alguma coisa com certeza Rita Lee nasceu para ser roqueira, ela encarna expledorosamente o espírito progressivo onde se mistura rebeldia, irreverência, inteligência, visual psicodélico e é claro melancolia e problemas com a moral e os bons costumes.

Mais o que eu gosto mais da personalidade da Rita Lee é seu senso de liberdade, pois a cada dia somos levados ou intimados a encarnar personagens inventados e a deixar de lado quem nós realmente somos, a autenticidade está cada dia mais fora de moda e vivemos com inúmeras caras de pau.

Rita nasceu em uma família de boa condição financeira, estudou piano clássico e Frances, além de tudo era uma linda loirinha com cara de anjo e uma voz doce e singela, ou seja, ela poderia ser a” namoradinha do Brasil" ou uma cantorazinha virgem e sem graça, mais ela não queria estereótipos então, fez a mais acertada e difícil escolha, ser ela mesma, com toda a sua genialidade e dificuldades, virtudes e defeitos que cobrariam um alto preço de sua escolha.

Portanto, Rita me mostra que muita vezes somos presos a padrões totalmente dispensáveis, escolhemos o caminho do politicamente correto ou do cavalheirismo ou nos metaforizamos na imagem do bom moço, mais lá dentro gostaríamos de ter a coragem de uma mulher mutante, amante e arrogante, uma mulher 2000, mãe cuidadosa, artista criativa, musical e emocional.

O ultimo show de sua carreira, Rita foi o retirada do que foi sua carreira, mesmo alegando dificuldades físicas e por isso não cantará mais ao vivo ela mostrou que sua língua continua afiada, colocou a boca no trombone contra alguns policiais e acabou na delegacia.

Essa é a Rita Lee, uma Eva venenosa, a ovelha negra livre, eterna e autentica. alguém que tem botox e maquiagem, mais sempre sem disfarces.ais sempre

sábado, 31 de dezembro de 2011

Diante do caldeirão

     Acho muito engraçado quando artistas evangélicos são convidados para se apresentarem em programas de Tv de grande audiencia, pois na maioria das vezes eles se apresentam de maneira infantil e com musicas com qualidade duvidosa. Mais hoje foi diferente.
      Foi diferente pois Ana Paula Valadão ( Mega Star Gospel) fora convidada para se apresentar no Caldeirão do Huck, programa apresentado pelo simpatico Luciano Huck, bem, Ana Paula estava segura, profissional, feliz, tocando ao vivo com uma banda que tinha uma forte pegada rock e vocais afinadissimos.
      Mais o que me surpreendeu e com certeza serpreendeu a própria Ana Paula fora a participação do publico que cantou, pulou, vibrou e correspondeu os gritos de "Aleluia" e "Glórias a Deus" entoados pela cantora gospel.
      O programa seguiu sem empolgar muito, pois os cantores que se seguiram não empolgaram nem um pouco, destacando o descepcionante pregador Luo que escolheu uma musica que não pregava nada, e embora tenha sido muito elogiado pelo apresentador Luo não convenceu e nem encantou.
       Mais, derrepente são chamados ao palco a banda Eva junto com o Asa de Aguia, e a temperatura subiu novamente, o publico que a minutos atras cantavam hinos religiosos agora se cabavam com o melhor do hit baiano cantados por Durval e Saulo.
       Moral da história: Diante do trono ou no carnaval baiano o que as pessoas estão buscando mesmo é o velho OBA OBA.
   

sábado, 5 de novembro de 2011

A proparoxítona eo Restart.

Fui a um lançamento de um livro, e enquanto esperava para a entrada dos autores para um bate papo e logo após uma sessão de autógrafos, fiquei ali no auditório, como não estava acompanhado mantive - me em silencio,  e como não podia deixar de ser com os ouvidos abertos escutando a conversa dos outros.
Muitas pessoas falavam mesmo tempo os assuntos mais diversos como: operação de redução de estomago, literatura, como o café expresso estava caro e logicamente uma boa história de briga de família, mais uma conversa em especial me prendeu a atenção.
Ouvi alguém falando que era fã do Chico Buarque, que possuía toda a obra do compositor (que não é nada modesta) e que Chico era um Gênio, concordei piamente, Chico dispensa apresentações e apreciações, mais o que me deixou aflito nesse papo cabeça foram duas coisas:
A primeira que esse fã de Chico Buarque tinha apenas dezesseis anos, fiquei feliz pelo bom gosto do menino, mais logo fiquei preocupado quando ele sentenciou aos seus ouvintes: “ Vocês sabiam que na musica Construção todas as ultimas palavras são proparoxítonas?”, imediatamente olhei para traz, fiz uma careta e pensei:“ Menino, vai ouvir Restart!!!!”.
Muitos metem o pau no som do Restart, eu também muitas vezes disparei contra os meninos, mais há pouco tempo parei para refletir sobre eles,  conclui em primeiro lugar que eles tem em média dezesseis anos. Portanto, ainda inexperientes e ao mesmo tempo são frutos do seu tempo, a banda é a fotografia perfeita de nossa futura geração. São internautas inveterados, criativos, auto-suficientes, tem personalidade forte, além de talentosos, carismáticos, falam de amor e ao contrário de muitos “véios”, sabem tocar ao vivo.
Mais, quero acentuar uma qualidade, eles são livres, isso mesmo, se vestem como querem, colocam um tênis cor de caneta marca texto, uma calça parecida com a do personagem Agostinho (interpretado por Pedro Cardoso), e uma camiseta roxa, alem do mais, jogam o cabelo para onde querem ( pois eles ainda o tem).
Temos a triste mania de achar que a nossa geração é melhor e superior, mais é um triste engano com cheiro de naftalina, pensem, éramos fã dos Menudos, acho que estamos evoluindo.
Restart encarna o que todos nós gostaríamos de ser para sempre, telentosos, autênticos, coloridos, bem sucedido, precoces, carismáticos, livres e jovens. Então, depois que eles se tornarem adultos terão muito tempo para pensar nas proparoxítonas de Chico.



           

terça-feira, 1 de novembro de 2011

O melhor fracasso que já ouvi.

            Fracasso é sempre uma palavra complicada de se ouvir, é algo que nunca está dentro de nossos planos, ninguém traça metas, economiza ou trabalha pensando nessa possibilidade, nenhum empresário quer ouvir falar em falência, nenhum recém casado sonha com o divorcio, nenhum time joga pela derrota. Portanto, quando ouvimos a palavra fracasso batemos na madeira, sinalizamos o sinal da cruz e fazemos careta como se isso fosse coisa do além.
            Muito se discute sobre o valor do sucesso, palestrantes de motivação ensinam o caminho das pedras para que seus ouvintes desfrutem de vitórias e realizações, livros de auto – ajuda se multiplicam nas livrarias como uma coqueluche e conquistam novas vitimas com o sistema imunológico vulnerável a serem enganados.
            De uma coisa tenho certeza, assim como a morte, o fracasso é inevitável, uma maldição de que todos nós estamos predestinados, uma sina ou um carma destinado a todos os mortais.
            Por isso admiramos os vencedores e não os perdedores, emocionamo - nos com histórias de superação e não de conformidade, lemos biografias de quem chegou ao topo e não dos que se lançam a sarjeta, neste mundo não há lugar para quem tem a face marca pela varíola do fracasso.
            Mas, o que é fracasso? Como defini – lo? Podemos medi – lo? Encontramos mais um paradigma que temos que derrubar, um conceito que tem que ruir, desabar, desmoronar e não deixar pedra sobre pedra,  pois fracasso não é resultados pífios, fracasso é acreditar que nosso sucesso está na perspectiva e aprovação de quem nos vê.
            Em meados da década de setenta após se converter a uma religião mais maluca que ele, Tim Maia se tornou um careta, acreditava que os discos voadores iriam imunizar a humanidade ou será que era a leitura do livro? Sei lá, nunca entendi o Universo em Desencanto.
Bem, Tim deixou de usar drogas, falar palavrão, só andava de branco e acreditem, deixou de cobrar para fazer apresentações, todo isso para levar a mensagem contida no livro da imunização, essa fase racional foi sem duvida uma das melhores da sua carreira, mais dois anos depois o Tim radicalizou e nunca mais racionalizou.
            Logo depois de deixar a seita ele estava sem grana, totalmente quebrado, seria natural e obvio lançar coletâneas de seus maiores sucessos e organizar uma turnê com esses hitis, mais não foi isso que ele fez, entre outras coisas Tim organizou sua própria gravadora a SAROMA e vejam só, gravou um LP totalmente em inglês, foi ousado, criativo, talentoso e oportunista e o resultado? Fracasso.
            Tim e sua pequena e inexperiente equipe não sabiam nada do negócio, não tinham dinheiro e nem logística, os discos ficaram encalhados no estoque da SAROMA, pouco se viu nas lojas e nas rádios nenhuma musica chegou a ser bem executada. Se você acha que Tim se frustrou com isso enganou - se, ele se orgulhava de ter gravado o disco em inglês, dizia que foi a melhor coisa que fez porque realizou um sonho.
            O disco não vendeu, a critica nem lembrou, o publico não ouviu, os LPs impenaram, mais o tempo passou, hoje “Tim em inglês” (como é carinhosamente chamado o disco) é disputado por colecionadores que babam em elogios ao melhor fracasso que já ouvi em toda a minha vida.
            Talvez através do fracasso aparente se esconda o nosso maior sucesso.