domingo, 11 de setembro de 2011

Nando Reis e meu dia Infernal.

Um belo dia andando por uma loja de variedades olhei um CD que me chamou a atenção, não só por sua capa um tanto extravagante ( um desenho meio mau feito do cantor com o violão), mas pelo nome dado:  Infernal.
Assim, peguei – o na mão e conferi o seu interprete, Nando Reis, recordava - me  dele ainda nos tempos dos Titães, lembrei que ainda não tinha ouvido nada por inteiro depois que saiu da banda, só ouvira  as músicas isoladas na Tv e no rádio, mas para mim isto não basta, tinha que ouvi – lo por inteiro por isso levei o infernal para casa.
Meu telefone não parava de tocar, era final do mês e eu estava negativo na cota, a pressão estava grande, estávamos com problemas na entrega de nossos produtos e os clientes estavam dispostos a descarregar sua ira em meus ouvidos, sinceramente não estava lá naqueles dias chamados bons, minha esposa estava meio de bico comigo e por um motivo que nem eu mesmo sei, meu supervisor me ligava e reclamava incessantemente das metas não batidas e outras coisas a mais, enfim, tava de saco cheio e ainda por cima debaixo de um calor infernal.
Infernal? Foi isso que pensei, aquele Cd que comprara a alguns meses e que ainda não tinha ouvido, peguei – o e coloquei no aparelho de som do carro, mas que desastre, odiei o que ouvi, fiquei mais bravo do que estava, o som parecia arranhar meus ouvidos, praguejei contra o Nando por ter gravado algo tão pífio e me culpei de ter pago um valor que dava para comer algo que realmente valesse apena e sem pensar duas vezes mandei o Infernal para o Inferno.
O tempo passou e aquele Cd continuava lá, dentro do meu porta – CDs, eu passava e repassava por ele e lembrava daquele fatídico dia em que o ouvi, mas tudo seria diferente, outro mês viria e tiraria infernal do purgatório.
Estava feliz, sim muito feliz, consegui bater a cota do mês e ganhar o premio  extra oferecido pala empresa, minha mulher estava um amor, os entregadores e motoristas resolveram trabalhar e o grande calor agora era um dia fresco e agradável dia, resolvi ouvir algo, e entre Tim Maia, Beatles, Detonautas e Maria Rita percebi o desprezado Nando Reis, coloquei o Cd no aparelho do carro e me surpreendi, Infernal era divino, um Cd muito bem tocado, contendo arranjos criativos, musicas inéditas, em inglês e regravações, fiquei admirado, ouvi – o durante todo o dia e hoje é um dos meus prediletos, assim aprendi uma grande lição:
Dias ruins não são um fim em si mesmo, muitas vezes nossas negociações dão errado não porque somos péssimos profissionais ou que nossos produtos sofrem rejeição, nossas negociações não acontecem muitas vezes porque o cliente ou até mesmo nós profissionais estamos vivendo um dia infernal.
Claro que isto não pode ser usado como desculpa pelos maus vendedores, mas nós verdadeiros homens de negócio temos que ter este faro, chegamos no cliente e ele nos dá pouca atenção, ou simplesmente se nega a olhar nosso Portifólio de produtos, ou mudamente sinaliza que não quer nada, pois é, o problema não é você, mais o dia infernal.
Meu conselho, respire, pense em uma estratégia e reze para que na próxima visita o dia infernal tenha passado.
O Cd é ótimo mais por causa de meu inferno astral reneguei e rechacei uma obra prima, muitos clientes fazem isto, perdem ótimas oportunidades de negócio, deixam de lucrar pois não tiveram paciência de ouvir uma proposta irrecusável.
Dias infernais acontecem com os vendedores, clientes e até com ótimos cantores, mas os dias passam e para quem tem obstinação e garra o infernal fica só na canção.

Igual mais diferente.



            Normalmente quando um cantor está em declínio ou em uma fase de pouca inspiração eles apelam para as regravações, ou seja, regravam os seus sucessos do passado e assim vão tocando as suas carreiras, mais quando um cantor está na lona ele apela para gravar sucessos de outras pessoas, claro que isto não é uma regra, mais sim uma tendência, pois normalmente estas regravações ficam pobres e transparecem uma tentativa agonizante de manter esses artistas ainda com os holofotes acesos.
            Como toda regra há uma exceção, confesso que um cara me surpreendeu, pois ele escolheu o complicado caminho de regravações de outros cantores, quando ouvi falar de Emmerson Nogueira pela primeira vez juro que o julguei mau, já disparei que ele era um cara sem talento tentando fazer sucesso com o sucesso dos outros, mais caí do cavalo, pois bem, em um sebo encontrei o Cd "Beatles" de Emmerson, como estava bem baratinho decidi dá uma chance para ele e ouvir os sucessos dos outros cantado por ele.
            Resumindo a história, o Emmerson fez a minha tese ruir, ele me ensinou que podemos fazer o igual ser diferente. Realmente ele canta as musicas dos outros, afinal, isto todo mundo faz, mais ele canta de uma maneira especial, Emmerson consegue transparecer segurança, talento e acima de tudo competência e personalidade.
             Em nossas profissões muitos fazem as mesmas coisas que fazemos, se você é vendedor saiba que existe em sua empresa muitos outros vendedores, se é secretária existem muitas outras secretárias e por aí vai. Portanto, não devemos nos preocupar em fazer ou ser melhor que os outros, essa é uma luta que nos leva a neurose e a frustração, devemos fazer de nosso jeito.
            Igual mais diferente, fazer o nosso serviço e nele imprimir a nossa personalidade, nossas cores, nossa maneira, devemos desenvolver o igual sendo diferentes, devemos nos inspirar nos sucessos dos outros e faze – los nossos, sem sermos superficiais e piegas, mais implantando o nosso tempero e beleza.
            Emmerson Nogueira é prático, objetivo e transparente, ele consegue melhorar o que já é bom, consegue criar coisas novas com o que já existe, consegue se expressar com diferentes expressões, Emmerson consegue ser diferente em um mundo igual esse é o segredo de seu sucesso

Ditador ou democrata?


Liderar não é uma tarefa das mais fáceis, pois exige antes de qualquer coisa um dom inerente na pessoa (líderes não são feitos em laboratório), Também se faz um erro pensar que nosso temperamento determina nosso poder de liderança, ou seja, quem tem um temperamento mais explosivo, pró - ativo ou dinâmico irá se destacar mais do que quem ainda não os tem.
Salientamos a princípio que o temperamento pode ser um fator importante e um potencializador dos atos de liderar. Mas não determina quem será ou não um líder.
Afinal, o que realmente faz uma pessoa um líder eficaz? O que realmente garante a Excelência da liderança? Com certeza a liderança eficaz é uma saborosa salada onde os elementos tem que ser combinados e misturados na proporção certa.
Portanto, princípios como caráter, competência, honestidade, firmeza, ternura, alvos, planejamento, organização, visão, austeridade e virtudes, isto aliados a  um conglomerado de centenas de valores positivos irão nos ajudar a viver uma liderança produtiva e sadia.
Mais existe um fator que sinceramente ainda não li em nenhum livro (se alguém encontrar, favor me passe à referência), pois o que irá determinar quem seremos como líder está ligado a uma  escolha, se seremos DITADORES ou DEMOCRATAS.
Os Ditadores são líderes meteóricos, hipnóticos e exuberantes, fazem nossos olhos brilharem, nosso coração disparar, quando eles afloram nos anestesiam, enchem nossas mentes com sonhos que ainda não sonhamos, nos enchem de esperanças e ideais grandiosos. Ditadores são fortes, inteligentes, semideuses da oratória e da articulação política. Pense em Hitler, Benito Mussolini, Stalin, Getúlio Vargas, todos fizeram suas nações explodirem em euforias patrióticas, revelando – se a resposta encarnada.
Mas com o passar do tempo a benção se torna maldição, a cura metamorfoseia – se em doença, os grandes sonhos populares revelam – se megalomania de um homem só.
Egoísmo, terrorismo, genocídio, sectarismo, xenofobias e intolerância afloram e quando o povo cai em si já é tarde de mais, os ditadores são aclamados e amados no início, mas quando mostram suas verdadeiras intenções já é tarde, a navalha já cortou a carne, a destruição já se abateu.
Todo o aplauso e hesitação inicial desfecham em um buraco negro na alma de quem rendeu a sua vida aos valores ditatoriais, em suma, quem escolhe ser ditador, será amado, aclamado, aplaudido, louvado e até mesmo divinizado, mas no fim não restará nada, nem sonhos, nem ideais, nem alegria e nem ditador.
Mais existe outra opção, o grande desafio de ser um democrata, digo desafio, pois lideres são tentados a se tornar ditadores, primeiro por causa do seu ego, segundo porque o povo exige que o líder o seja. ( o povo gosta de quem diz o que eles tem ou que não tem que fazer).
Mas ser democrata é que são elas, pois o democrata não trabalha com a força militar ou punitiva, mas é aliado da razão e do bom senso, são escravos da diplomacia, da boa negociação, do bem comum e do melhor para todos. Não olham apenas para o próprio umbigo, mais se apegam a ternura, a maturidade e a força e a mobilização da ética e da verdade.
Ser um democrata exige jogo de cintura, peito de remador, firmeza de um pilar, ouvidos apurados, faro de labrador, asas de águias, língua afiada e coração de leão, mais acima de tudo, alma de fênix, pois um verdadeiro democrata tem que estar preparado para a incompreensão e a todo o momento terá alguém tramando ou conspirando contra ele, pois mesmo que seja carismáticos dificilmente será verdadeiramente amado, a todo o momento será  incompreendido, ou taxado de fraco, mais seus exemplos sempre falarão mais alto que qualquer objeção.
Democrata e ditadores são o avesso, côncavo e convexo, pois ditadores assim como são amados serão destruídos, democratas são rechaçados e incompreendidos, mais ao final são amados e tidos como heróis eternos.
Liderar é uma arte mais, escolher que tipo de líderes será é uma questão de plena sabedoria. Faça a sua!




Um Banquinho e um violão


Sempre tive uma pulga atrás da orelha com os cantores de bares, aqueles caras que ficam a noite inteira com o violão, um microfone e uma pasta  plástica onde levam seu repertório, e ficam ali cantando baixinho todo tipo de sucesso popular em troca de um cachê que não paga uma porção de batatas fritas.
            Fico pensando: O que leva alguém a ser cantor de barzinho? Você já prestou atenção neles? Na maioria das vezes cantam horas e horas e não ganham nenhum aplauso, nenhum assovio, não o chamam de lindo, não tentam agarra – lo, ninguém mostra cartazes ou postes com suas fotos estampadas ( a não ser que a mãe de algum deles esteja na platéia) e,  ao final das apresentações simplesmente desligam os equipamentos, põe o violão na capa e vão embora, não há sessão de fotos, autógrafos, fãs clubes, não há ninguém. Mas, na próxima semana lá estão eles cantando e tocando e o ciclo recomeça.
            Acredito que não fomos preparados para sermos cantores de bares, pois todos nós sonhamos e nos preparamos desde pequenos para sermos POP STAR, queremos ser os ídolos e não coadjuvantes, quer uma prova disso? Todo menino que gosta de futebol sonha e deseja ser o artilheiro do seu time de coração, sonha em ser famoso e rico, sonha em ser ovacionado pela torcida e de ver sua imagem no FIFA SOCCER.
 Toda menina que sonha em ser modelo imagina – se linda desfilando nas passarelas do mundo todo, aplaudida e fotografada em seu glamour, sonham em ser capa de revista e aparecer nos programas de TV.
Aos treze anos quando entrei na aula de violão nunca passou pela minha cabeça ser cantor de barzinho, eu queria ser como os caras do Gunses’ Roses, ter uma banda que lotasse os estádios e recebesse um disco de ouro, mais ser cantor de bar? Sem chance!
            Mas hoje foi diferente, a pulga que estava atrás de minha orelha falou comigo, fui almoçar em um restaurante e lá estava ele, exatamente como já o descrevi: microfone, violão, pastinha de plástico e algo mais.
            E foi exatamente esse algo mais que me levou a refletir e agora admira – los, pois o cara para ser cantor de barzinho tem que ser muito talentoso, disciplinado e afinado, não lhe é permitido errar, pois se ele desafina ou esquece um acorde mesmo que ninguém esteja com os olhos voltados para ele vão perceber o erro e com certeza irá irritar o publico e talvez acabar precocemente com muitos jantares.
                        Cantores de bar tem que ser pessoas bem resolvidas, tem que saber para que veio, se mostrarem agradáveis, copetentes e digestivos. Pois não terão tapinhas nas costas, aplausos e não podem viver frustradas e deprimidas por causa disso.
Muitas vezes o reconhecimento vem de forma disfarçada e quase imperceptível e silenciosa, por exemplo: quando as pessoas ficam um pouco mais no bar, mandam bilhetes oferecendo alguma canção para alguém que amam, quando algumas pessoas ( na maioria alguns gatos  pingados) cantam junto mesmo baixinho ou quando mesmo inconscientemente voltam na próxima semana.
Cantores de bares sabem exatamente o que deve ser feito, cantar e tocar bem mesmo quando ninguém aparenta estar prestando atenção. Assim, para cantar em bar se faz necessário gostar muito do que faz e faze – lo com esmero e perfeição mesmo quando alguns viram as costas.
A verdade é que alguns nasceram para POP STAR e serão fenômenos em qualquer campo de atuação, são pessoas que tem o seu brilho próprio e vão se destacar por seu talento fora do comum, são os chamados: fora de série, por outro lado, cantores de bar parecem serem feitos em serie, cada boteco tem um, é por essas e outras que  talvez a maioria de nós nessa vida seremos cantores de bar, nunca receberemos os aplausos que desejamos, nunca ganharemos o salário que achamos justo, não vamos ter fãs clubes,não daremos autógrafos e  não vamos ser reconhecidos pelo grande publico e  ficaremos muitas vezes sozinhos gastando a voz no microfone e os dedos nas cordas do violão e com a certeza que os outros estão mais preocupados com seus chopps e porções de calabresa do que com nosso esforço.
Mas quando fazemos com paixão, dedicação, afinação, competência, honestidade, ensaio, transpiração e persistentemente seremos ouvidos, mesmo que pareça que vivemos em um mundo de surdos, sei que seremos ouvidos. Pois quando fazemos do nosso trabalho uma musica alguém ouvirá.
Há, lá no restaurante onde tive hoje o cantor tocou brilhantemente uma musica do Chico Buarque, cantei bem baixinho e quando vi as lágrimas correram em meu rosto, aquele cantor de bar hoje sem saber ganhou seu primeiro fã. Faça os seus.

Sun Tzu dizia:

           É com a frase acima que começa os capítulos do tão badalado livro “A arte da Guerra”, alguns anos atrás eu li o livro, torci o nariz, não gostei e não entendi porque tantas pessoas falavam bem dele, achei o livro monótono, chato e sem força literária.
            Na semana passada a arte da guerra cruzou novamente o meu caminho, entrei em uma banca de jornal para comprar um áudio book sobre Freud, mas para minha surpresa só podia levar o áudio book de Freud se também levasse “A Arte da guerra” (uma venda casada), já que é assim, comprei e resolvi ouvir os conselhos de Sun Tzu novamente, foi a melhor coisa que fiz.
            Nessa nova audição do livro reafirmei algumas opiniões, o livro realmente é muuuuito chato, monótono e sem peso literário, mais isso não tira seu valor, aliás, um valor que está intrínseco em suas linhas.
            O livro foi uma decepção para mim na primeira leitura e tenho certeza que para muitos leitores não só pelos motivos que citei a cima, mais creio que frustrou a muitos porque fala muito sobre a guerra e muito pouco sobre a batalha ( E como gostamos de uma batalha)
            Como assim? Quando falamos de guerra o que vem na nossa cabeça são imagens como as do filme “Coração Valente” de Mel Gibson, onde braços são mutilados, pessoas são mortas e o sangue quase jorra através da tela, isto é batalha e não guerra, embora uma dependa da outra são ações distintas e podem existir em separado, vou tentar ser mais específico:    
            A “Arte da Guerra” fala da ARTE da guerra e não da arte da batalha, fala de estratégia e inteligência, fala de planejamento de frieza e segurança, fala de formar um exercito submisso, bem preparado, forte e bem alimentado, fala que os generais têm que ser perspicazes, estrategistas, fortes, inteligentes, bons negociadores e  admirados por seus subordinados e temidos pelos inimigos.
  A guerra se dá porque existe um inimigo, mais nem sempre a batalha será necessária, pois guerra se faz com os golpes intelectuais e não com golpes de espada.
            Muitos de nós ao sair de casa pela manhã nos preparamos para a batalha e não temos nenhuma preparação para a guerra, aliás, achamos que a vida é uma eterna batalha, uma luta medieval, corpo a corpo pela sobrevivência onde temos que digladiar tudo e todos, destilamos golpes que ferem e matam até os aliados, isso nos cansa, nos faz sangrar, nos faz andar em circulo, gastar munição inutilmente e por muito ficar desarmados e ter que bater em retirada, isso nos estressa e nos deixa na duvida se  sobreviveremos.
 Se você pensa assim meu caro ouça os conselhos de Sun Tzu, a vida não é uma batalha, a vida é uma guerra, temos que nos preparar para ela com  destreza, disciplina, trabalho, organização, metas, planejamento, estratégias bem definidas e bem executadas, ter munição suficiente e suprimentos armazenados, arma em punho e coragem para lutar sem pensar em retroceder.
Sabendo que sem obediência, segurança e submissão aos nossos generais estamos lançados a própria sorte e soldados de verdade não se ariscam a ficarem sem comando, seja fiel a sua bandeira, ou seja, suas idéias, princípios e observando as leis e parâmetros do exercito onde você serve          ( no caso a empresa),
Então, mesmo que a batalha aconteça você sairá vencedor, mesmo que o inimigo se levante ele se curvará, mesmo que sejamos atacados nosso poder de reação será muito superior, pois estamos prontos e preparados para a guerra, e o inimigo que se cuide, é vitória certa.
Assim dizia Sun Tzu...

O vinil e a qualidade profissional.

           A cada década temos visto e tentando acompanhar as mudanças tecnológicas, a cada mês novos lançamentos tem movimentado a indústrias tecnológicas e por mais que tentemos nos atualizar as novidades são enormes e distribuídas nas lojas muito rapidamente, mal acostumamos com os MP3, aí já veio o MP4 MP5 etc. (já nem sei em que numero os MPs estão, ou se eles ainda existem) isto nos deixa a sensação de que estamos ficando para trás, que estamos desatualizados e sempre no passado.
Bem, cada década exige também um tipo de profissional, e o perfil tem mudado mais rápido que os MPs, as empresas estão cada vez mais vorazes em buscar o profissional que se encaixe dentro de suas expectativas e esse profissional tem que ter algumas características que estão ligadas intimamente a realidade tecnológica, ou seja, o profissional hoje tem que ser um Ipod.
Os Ipods são aparelhos em primeiro lugar baratos, cabem em qualquer lugar, são práticos a sua maior qualidade é que conseguem guardar milhares de informações, musicas, vídeos, livros, jogos etc. tudo em um só aparelho, dispensando aparatos como fios, TVs, câmeras de vídeos e  aparelhagens de som, está tudo ali, naquele pequeno aparelho.
Os Ipods podem armazenar de maneira rápida, pratica, barata e em grande escala as informações que desejamos com definição e qualidade de altíssimo nível, em um pequeno aparelho podemos armazenar todas as musicas que ouvimos durante a vida e ainda sobra espaço.
Assim é o profissional de hoje, além de barato ele tem que ser versátil, ou seja, tem que saber fazer perfeitamente várias coisas ao mesmo tempo ( ou fazer por varias pessoas)  e de maneira rápida,  com alta qualidade, competência e maneira prática, pró ativa e ágil, além de demonstrar um poder de armazenamento de informação enorme, um profissional tem que ter mais de 10 gigabytes de cérebro só para sua rotina de trabalho.
Esses são os nossos dias, não tem como mudar, temos que nos adaptar e buscar essas características  se não meu caro você não passara de uma fita K7 desempregada.
            Sinceramente tenho tentado ser um Ipod profissional, tenho tentado desenvolver as características acima e assim galgar o tão sonhado sucesso profissional e um lugar ao sol, mas cada dia tem se tornado mais difícil, pois estamos sendo ultrapassados por novas tecnologias.
Essas novas tecnologias são esses garotos recém saídos da faculdade que invadem o mercado de trabalho cada dia mais bem preparados, parecem que já nasceram bilíngüe e com diplomas de pós - graduações e antes de aprenderem a andar já dominam as técnicas de informática, internet e tudo mais, e o pior que  por uma oportunidade de trabalho  eles topam ganhar menos e nós nos sentimos um velho PC Pentil 100.
Mais esses Ipods recém formados podem ter em si todos características práticas e técnicas que o mercado empresarial preza, mais isso não é tudo, ter conhecimento ( diplomas, cursos, MBE etc.) é bom, mais não é tudo, ser versátil é ótimo, mais não é tudo, ter alta qualidade é vital, mais não é tudo , ser barato é triste mais não é o fim, os Recursos Humanos buscam IPods de imediato, mais com o tempo eles percebem que na verdade o que eles buscam é o bom e velho vinil.
Sim! Lembra – se deles, os velhos bolachões negros, que foram usados por quase todo século XX e hoje estão abandonados em sebos ou viraram peça de decoração, os Ipods demonstram praticidade e resultados imediatos mais só os vinis nos mostram princípios.
Muitos profissionais Ipods desconhecem essa palavra que assim como os vinis estão esquecidas, acredito que os Ipods são uma tendência e necessidade de mão – de – obra de hoje, mais o vinil é eterno, sabe porque? Por que tendências e tecnologias passam, mais princípios são eternos.
Mas, o que o vinil tem haver com princípios éticos?
 Quem nasceu até a década de oitenta vai agora viajar comigo, quem nasceu depois vai só sentir a marola e tentar imaginar como era ter um vinil, pois ter um vinil envolvia mais que simplesmente ouvir uma música, quem quisesse ter um vinil necessitava mais que gosto musical, necessitava de foco, cuidado, atenção e reconhecer a limitação.
Então vamos dissecar o assunto.
Foco
 Os vinis não eram baratos, custavam caro, não havia internet para baixarmos os discos, então tínhamos que nos planejar financeiramente e lógico saber o que comprar, pois, comprar um disco ruim ou errado era jogar dinheiro no ralo ( isto em tempos de inflação alta era inadmissível).
Sabe o que fazíamos quando investíamos errado em um vinil? Nós presenteávamos aniversariantes que não tínhamos muita intimidade, assim eles não podiam reclamar.
Portanto, para não correr esse risco de perder o investimento tínhamos que saber o que exatamente comprar, que cantor iríamos levar para casa, era um processo lento, a escolha era seletiva, ouvíamos a musica muitas vezes  no rádio ou aos sábados no Cassino do Chacrinha*  e só depois saímos na busca pelo vinil, sabendo exatamente que álbum queríamos.
Quem queria adquirir um vinil tinha que ser determinado, econômico e ser extremamente focado.
Minha definição de Foco é “para onde a lente aponta”, ou seja, o que vemos e como vemos, para onde estamos apontando nossas lentes, desejos e vontades.
Então, foco é um principio de vida, uma virtude desenvolvida, empresas falam dele, palestrantes de motivação também, existem livros e cursos específicos para tratar o tema, mais foco é algo que mora dentro de nós, somos nós que o alimentamos ou o matamos de fome, somos nós que o despertamos ou o deixamos adormecido, ter foco é ter certeza que vamos realizar mesmo em meio as adversidades.
Somente quem comprou um vinil na vida pode entender do que estou falando.
Cuidado:
Ser dono de um vinil necessitava desenvolver a capacidade de cuidar, pois a partir do momento da compra ele exigia cuidado extremo, pois ao andar nas ruas devíamos evitar os esbarrões, no ônibus cuidado em não prensa – lo em algum passageiro e assim vir à quebra – lo.
Tínhamos que cuidar para que o frágil vinil não ficasse exposto ao sol, pois eles empenavam e antes de coloca – lo no aparelho de som tínhamos que limpa – lo com um pano e não esquecer também de limpar com cautela a agulha da vitrola, senão as musicas ficavam distorcidas e pulavam para uma estrofe a frente.
Mas, o maior medo de quem tinha um vinil era arranha – lo, arranhões eram terríveis, pois uma vez arranhados todo o processo estava perdido, a música não chegava ao final e ficava repetindo e repetindo como se o cantor estivesse engasgado ou de uma hora para outra ficasse gago.
Hoje muitos profissionais Ipod não conhecem o principio do cuidado, o cuidado é uma das nossas maiores virtudes e trunfos, seja na vida pessoal ou profissional, pois só quem sabe cuidar bem do que tem consegue zelar e valorizar cada conquista, temos que nos lembrar do ritual do vinil que consiste em limpar as poeiras que se acumulam em nosso trabalho e que embaçam a nossa visão e dificultam nossa respiração.
Temos que evitar os arranhões em nossas relações com os chefes, subalternos, pares, clientes e fornecedores, uma vida sem arranhões é o nosso maior desafio, pois só um profissional sem arranhões pode ouvir nitidamente   a música do sucesso.
Atenção:
 Lado A e Lado B, assim era dividido o vinil, apenas dois lados.
Portanto, tínhamos que ficar prestando atenção nas músicas, pois em meio a uma festa acabar o lado A e não ter ninguém para virar o disco podia significar a quebra do clima e tudo podia ficar sem graça ou com um vaco em meio a animação.
Sinto que muitos profissionais têm sofrido por simplesmente não estarem prestando a atenção, perderam a hora de virar para o lado B, muitas vezes o nosso lado A já acabou faz tempo e nós insistimos em não virar o disco, insistimos em algo que já acabou,
Profissional Ipod tenha atenção, tenha intuição e tenha coragem, vire o disco, muitas vezes o lado B é melhor, nos trazem novos desafios, metas, valores, experiencias e logicamente esconde novos sucessos.
Limitação:
Vinis são objetos limitados, ou seja, eram no máximo doze faixas,       nada de uma infinidade de musicas como se tem hoje, isso quando as gravadoras lançavam um disquinho chamado de compacto que eram apenas duas musicas, do lado A era a música de sucesso e o lado B uma qualquer só para completar, não se podia gravar por cima dessas musicas, nem apaga – las, muito menos aumentarem esse numero, era essa quantidade e só.
Os profissionais Ipods são forçados a absorverem uma infinidade de informações, conhecimentos, respostas etc. parecem que são ilimitados, tem que produzir, criar e trabalhar infinitamente, mas, assim como os vinis somos limitados, existem muitos profissionais a beira do estado de nervos e outros deprimidos, cansados, frustrados e fracassados, sabe por que ? Porque só temos doze faixas e fingimos que somos programados com dez gigabytes de memória.
Sou totalmente a favor dos profissionais Ipods, eles são uma tendência, necessários e urgentes , mais profissionais Ipods são como a tecnologia, em breve inventam algo novo e eles ficam obsoletos, mais se resgatarem os princípios do vinil serão eternos.

O que fazer com as cores?

Com o advento da Tv em cores muitos não sabiam o que fazer com as cores, mas os Beatles as aproveitaram para se colorirem, usaram essa inovação a seu favor, nesse momento eles tinham que decidir se seriam uma bandinha de adolescente (uma coqueluxe)  com data de validade ou se seriam revolucionários, muitos de nós temos que decidir se seremos pessoas sem cor e assim estaguinados, ou se seremos os revolucionários e transformadores positivos de uma geração.
E assim foi, os Beatles com cara de meninos se transformaram em homens barbudos, cabeludos e  com roupas coloridas usando todos os novos recursos que podiam. Portanto, afirmo novamente, não tenham medo de mudanças, transforme - se, saia do preto e branco, colora – se, pinte – se, use os recursos a seu favor, mostre – se, em uma palavra: inove – se
O som dos Beatles já não eram o mesmo, produziram musicas com mais acordes, introduziram sons diferentes, produziam filmes e até desenhos animados, intruduziram instrumentos de sopro e em um de seus discos utilizaram uma orquestras e até musica indiana, muitos criticos dizem que eles passaram a fazer musicas experimentais, ou seja, experimentaram tudo que podiam, não tinham medo de transformar aquilo que eles mesmo fizeram e não tinham medo do fracasso, ao ponto de não mais poderem se apresentar ao vivo, pois não havia estrutura de som  que podesse reproduzir com qualidade as musicas gravadas. Ou seja, estavam a frente do seu tempo.
Saia do preto e branco profissional, permita que as cores de um novo tempo pigmentem você, seja um Beatles .

Obs:Gosto de um clip de uma musica que se chama “ Hello Goodbye”, pois o video começa em preto e branco e quando as cortinas se abrem  as cores aparecem. Como no vclipe agora as cortinas se abrem e  você pode decidir se tudo ficara preto e branco ou se as cores encherão a sua vida.